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domingo, 13 de março de 2011

Filosofia em Água Doce


Anjo guerreiro, aquele anjo amigo,
que traz cravado na face, as vitórias entre as dores
sepulta os seus medos pouco a pouco,
Mata-se em algumas partes, mas não o anjo

Anjo amigo,
Me ensina que por mais que tudo transborde
nossos problemas sempre cabem em nossas mãos
que são pequenos e menor que nossa alma
que faz o mundo simples, mas não simplificado demais

Alma guerreira,
Vence as batalhas
Grita em silêncio
se retalha, mas não se perde,
é grande demais para um corpo só
assim aloja pedaços dela entre todos!

Armadurado com clara transparência
feita de força, de vivacidade
forjada de matéria prima: a essência!

Essência, anjo, guerreiro, amigo
Todos em um. O um. Único.
Me ensina a viver, quando apenas vive
Exala a confiança quando me falta
Mostra que ser bom, tem suas vantagens
Que buscar conhecermos, e ser nós mesmos de propósito,
é o maior bem que fazemos!



Ao meu amigo Kris, o Guerreiro. Do qual me espelho e me vejo nele. =]



Com todas as palavras e todos esses ornamentos empobrecidamente poéticos, quis te fazer homenagem, mas não consegui ainda te alcançar, meu amigo.











quinta-feira, 10 de março de 2011

Samba de uma vida Só


Confete sujo de terra no chão
vestido de cansaço
a máscara de ressaca confunde-se com o meu rosto
a festa chamada trabalho parece exigir mais que uma dança...e eis que não paro em pé!
o bloco do eu sozinho abre de novo mais um desfile camuflado na minha rotina
e carrego toda a minha folia dentro de minha mochila.
Ontem eram cinzas... hoje é o pó ao vento!


Eis que agora começa 2011! Depois de recessos imensos por nós improvisados!


(Ao meu amigo Rafis!!)


quinta-feira, 3 de março de 2011




Começo a tentar entender esse meu receio de escrever as coisas que quero e penso, de organizar a confusão de meus pensamentos e tornar legível até para mim. Qual é o motivo para tal fato, de tentar me esconder, quando na verdade sou maior que eu mesmo?

Oh, santo Blog! Só você sabe quanto tempo gasto para escrever algumas linhas que afinal, apagava sem receio, que me aparecia após algum tempo, de mãos unidas e até atadas com o sentimento de "foi-melhor-assim"! Sentimento inútil, cúmplice de minha auto-sabotagem!

Bem, cá estou eu, em conflito comigo mesmo, conflito entre o Bruno e o Leonardo, haha. Conflito este que explicarei em outro post, ou em vários posts, pois cada um deles terá o direito de resposta.

A partir de agora assinarei um contrato de boca, ou de bytes se preferir assim. Movimentarei esse blog, sendo visto ou não. Serei o Bruno, serei o Leonardo, serei Eus.


Bem-vindos, raros! =D

Ps: Tal efeito, teve muitos empurrãozinhos, entre eles Dani Nunes e Kris Xerife , que juntos, nesta fase, me fazem ver o que eu sou e tambem o que eu não sou. Obrigado a todos!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Diluir o superego me ajuda a recordar certas metas esquecidas. Sou pequeno nos atos, mas enorme na falta de agir. Me dá a força de vontade, mas me prende a pouca motivação e certezas que se transformam em dúvidas. Se estou bêbado,é por algum significado, da qual não me torna a memória . E prefiro não recordar. Sou quase um erro, um acaso. E do acaso se faz os dias. A coincidencia nos permeia e qualquer busca de um destino, serve para colecionar o caos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Partir. tristes exitus.


Sim, agora sei que ela se foi.

Sabe aquela dor na impotência de "ser" humano?
Pois é, isso dói. Dói tanto que duvidamos, ou trazemos à tona o que questionamos no ínfimo.
Por que merecer uma dor, para aqueles que nem sabem definir tal palavra? Qual é o significado disso tudo?
Eu sou tão fraco, agora sim eu percebo. Questionar igual a todos e não ter uma resposta minha.

Desde pequeno, tenho aquela esperança de que nada é de verdade, que acabariam todos rindo de mim. Era reconfortante. Porém, agora sei que ela se foi. Todos confirmam e o sorriso que eu esperava, dilui-se em água, e a gargalhada em prantos.


"Vontade de Deus!".
"Agora ela está melhor!".
"Descansou!".

Enfim, é toda vez isso, e sempre teremos isso.
Generalizar o inexplicável. Faz bem e alivia a todos.

Não estou aqui para criticar tal fato, mas para levar adiante a minha impotência.

Sou feito de Carnes, ossos, e fragilidade. Sem créditos, com medos.
Não nasci de dons, nem muito menos capacidades extras. Me formei em consequências, em reproduções de mim mesmo. Sou fotocópias falhas do que já fui, com alterações toscas. Produzi a minha história e sou produzido por ela. Sou contradição.

Sim. Agora eu sei que ela se foi.

Me resta apenas lembrá-la, e vencendo todas as dúvidas, imaginá-la com um anjo. Liberta de tudo, sendo o que sempre foi.

Isis,

Você falou mais e melhor do que qualquer ser humano, sem palavras e nem gestos. você exalava e concretizava o sentimento do amor, tornando um sentimento palpável e acessível. Te amaremos como nos ensinou em seu silêncio!

sábado, 2 de outubro de 2010

Juro que queria saber escrever. Saber compilar todos esses códigos que circulam a minha cabeça. Descrever as minhas verdades. Saber como eu sei. As palavras me confundem demais, chego a ficar ébrio delas. Quero entender o porquê de minhas limitações, mas as letras não procuram a sua companhia.
Pareço ser apenas atos. Atos inatos e brutos. Sou instinto, impulsos convulsivos. Afinal, acidente não é o que eu sou?

quinta-feira, 15 de julho de 2010











Menina.

Percebe a noite em meio aos devaneios

Procura algum sentido no acaso do agora

Grande menina

Sonhadora insone,

Diante da madrugada, se depara com as horas. Para. Pensa...

Afinal estará no ontem ou em uma nova aurora?

Doce menina,

Nada é estranho para ela.

Consumista de detalhes, destruidora de rótulos,

Tudo é valido.

Rabisca a própria face, pinta o nariz, se busca entre todos.

Encara as vidas alheias e guarda-as em si

Despeja com palavras seus próprios retalhos,

Se espalha diante as pessoas que ama.

E a menina ama.

Bruno Léus