Rabisco páginas em branco, preenchendo com alguma vida, quiçá a minha. Creio que essa folhas gostam disso, de ser imortalizadas, mesmo que a decomposição as visite em algum tempo. Se as palavras escritas em suas linhas fazem sentido ou não, acredito que isto pouco importa para elas. Antes se indignarem com os textos rabiscados e rasurados impiedosamente, do que ser mais uma página amarelada entre tantas outras sem peso algum. Folhas nasceram com a vocação de acariciar ou agredir os olhos do leitor, eu apenas contribuo a elas.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
Rabiscos
Rabisco páginas em branco, preenchendo com alguma vida, quiçá a minha. Creio que essa folhas gostam disso, de ser imortalizadas, mesmo que a decomposição as visite em algum tempo. Se as palavras escritas em suas linhas fazem sentido ou não, acredito que isto pouco importa para elas. Antes se indignarem com os textos rabiscados e rasurados impiedosamente, do que ser mais uma página amarelada entre tantas outras sem peso algum. Folhas nasceram com a vocação de acariciar ou agredir os olhos do leitor, eu apenas contribuo a elas.
terça-feira, 22 de março de 2011
Retrovisor

Pelo retrovisor enxergamos tudo ao contrário
Letras, lados, lestes
O relógio de pulso pula de uma mão para outra
E na verdade nada muda
O menino que me pediu R$0,10
É um homem de idade no meu retrovisor
A menina debruçando favores toda suja
É mãe de filhos que não conhece
Vende-os por açúcar, prendas de quermece
A placa do carro da frente
Se inverte quando passo por ele
E nesse tráfego acelero o que posso
Acho que não ultrapasso
E quando o faço nem noto
Outras flores e carros surgem no meu retrovisor
Retrovisor é passado, é de vem em quando do meu lado
Nunca é na frente
É o segundo mais tarde, próximo, seguinte
É o que passou e muitas vezes ninguém viu
Retrovisor nos mostra o que ficou
O que partiu, o que agora só ficou no pensamento
Retrovisor é mesmice em trânsito lento
Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi
Calçadas e avenidas
Deixa explícito que se for pra frente
Coisas ficarão pra trás
A gente só nunca sabe que coisas são essas...
Fernando Anitelli
domingo, 13 de março de 2011
Filosofia em Água Doce
Anjo guerreiro, aquele anjo amigo,
que traz cravado na face, as vitórias entre as dores
sepulta os seus medos pouco a pouco,
Mata-se em algumas partes, mas não o anjo
Anjo amigo,
Me ensina que por mais que tudo transborde
nossos problemas sempre cabem em nossas mãos
que são pequenos e menor que nossa alma
que faz o mundo simples, mas não simplificado demais
Alma guerreira,
Vence as batalhas
Grita em silêncio
se retalha, mas não se perde,
é grande demais para um corpo só
assim aloja pedaços dela entre todos!
Armadurado com clara transparência
feita de força, de vivacidade
forjada de matéria prima: a essência!
Essência, anjo, guerreiro, amigo
Todos em um. O um. Único.
Me ensina a viver, quando apenas vive
Exala a confiança quando me falta
Mostra que ser bom, tem suas vantagens
Que buscar conhecermos, e ser nós mesmos de propósito,
é o maior bem que fazemos!
Ao meu amigo Kris, o Guerreiro. Do qual me espelho e me vejo nele. =]
Com todas as palavras e todos esses ornamentos empobrecidamente poéticos, quis te fazer homenagem, mas não consegui ainda te alcançar, meu amigo.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Samba de uma vida Só

Confete sujo de terra no chão
vestido de cansaço
a máscara de ressaca confunde-se com o meu rosto
a festa chamada trabalho parece exigir mais que uma dança...e eis que não paro em pé!
o bloco do eu sozinho abre de novo mais um desfile camuflado na minha rotina
e carrego toda a minha folia dentro de minha mochila.
Ontem eram cinzas... hoje é o pó ao vento!
Eis que agora começa 2011! Depois de recessos imensos por nós improvisados!
(Ao meu amigo Rafis!!)
quinta-feira, 3 de março de 2011

Oh, santo Blog! Só você sabe quanto tempo gasto para escrever algumas linhas que afinal, apagava sem receio, que me aparecia após algum tempo, de mãos unidas e até atadas com o sentimento de "foi-melhor-assim"! Sentimento inútil, cúmplice de minha auto-sabotagem!
Bem, cá estou eu, em conflito comigo mesmo, conflito entre o Bruno e o Leonardo, haha. Conflito este que explicarei em outro post, ou em vários posts, pois cada um deles terá o direito de resposta.
A partir de agora assinarei um contrato de boca, ou de bytes se preferir assim. Movimentarei esse blog, sendo visto ou não. Serei o Bruno, serei o Leonardo, serei Eus.
Bem-vindos, raros! =D
Ps: Tal efeito, teve muitos empurrãozinhos, entre eles Dani Nunes e Kris Xerife , que juntos, nesta fase, me fazem ver o que eu sou e tambem o que eu não sou. Obrigado a todos!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Diluir o superego me ajuda a recordar certas metas esquecidas. Sou pequeno nos atos, mas enorme na falta de agir. Me dá a força de vontade, mas me prende a pouca motivação e certezas que se transformam em dúvidas. Se estou bêbado,é por algum significado, da qual não me torna a memória . E prefiro não recordar. Sou quase um erro, um acaso. E do acaso se faz os dias. A coincidencia nos permeia e qualquer busca de um destino, serve para colecionar o caos.
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